História de Buenos Aires

Em 1516, em nome da Espanha, Juan Díaz de Solís foi o primeiro europeu a chegar ao Rio da Plata. Ele não pôde admirar muito a nova terra, pois foi morto em conflito com índios da tribo Charrua, nativos do local onde hoje se situa o Uruguai.

Com a chegada de Pedro de Mendoza, no dia 2 de fevereiro de 1536, a nossa atual Buenos Aires foi batizada como Nuestra Señora Santa María del Buen Ayre. A raíz da cidade encontra-se no histórico bairro de San Telmo. Mas os índios não se entregaram facilmente, e apenas em 1580 que Juan de Garay obteve êxito na invasão. A cidade ganhou o nome de Santíssima Trindade, e seu porto, Puerto de Santa María de los Buenos Aires.

A partir do século 17, os navios mercantes da Espanha passaram a ser alvo de piratas. O descontentamento dos portenhos com as autoridades espanholas cresceu a um ponto insustentável, até que o Rei Carlos III declarou Buenos Aires como um porto aberto no fim do século 18.

As invasões britânicas ao Rio da Prata e à Buenos Aires propiciaram, logo, o clima ideal para a Revolução de Maio de 1810. Nesse mês, a rebelião bélica do território que hoje compreende Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina estabeleceu um governo local, desvinculado da Espanha. A revolução é celebrada até hoje com um feriado nacional na Argentina, cuja Guerra pela Independência começou a partir daí. No século 19, franceses e ingleses ainda tentaram subjugar os argentinos e desprover-lhes de seu território, mas não conseguiram.

Apenas em 1880 de Buenos Aires foi federalizada e, assim, a Casa Rosada passou a servir de residência oficial do governante do país. Como centro econômico da Argentina, a cidade se desenvolveu plenamente. Em 1976, no entanto, um golpe militar, que derrubou Isabel Perón do poder, perdurou até a restituição da democracia, em 1982. Como saldo, até 30 mil cidadãos “desaparecidos”.

Depois de um período muito próspero, no qual era conhecida como uma cidade europeia na América do Sul, Buenos Aires vive hoje uma grave crise, que ameça até sua democracia. A presidente eleita da Argentina, Cristina Kirchner, culpa a mídia “derrotista” situação da economia, em frangalhos. Por isso, busca constantemente censurar e fechar os veículos de imprensa que buscam retratar o estado atual do país e criticar os descalabros do poder.

Nas ruas, notam-se duas mudanças: mais lixo espalhado pelas calçadas, motivado por diversas greves de trabalhadores públicos, e mais protestos do que o habitual, especialmente nas redondezas da Casa Rosada. Quem visita a cidade, porém, pode se beneficiar de preços mais acessíveis. Em casas de tango, restaurantes e lojas, o turista brasileiro nunca foi tão bem tratado pelos argentinos.

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