Roteiro de 2 dias em Dublin: passo a passo para conhecer a cidade

Se você tiver apenas 2 dias em Dublin, prepare-se para caminhar bastante. Mas, não se preocupe: a cidade é bem plana. Além disso, tem ótimo transporte público e bicicletas, que podem ser alugadas por um valor bem em conta.

Roteiro de 2 dias em Dublin

Este roteiro de 2 dias em Dublin é uma sugestão básica para você desbravar um pouquinho da cidade nesse curto período de tempo. Mesmo assim, sugerimos que, após a leitura, você pesquise sobre as atrações mencionadas e adapte o itinerário conforme as suas preferências. Assim, sua viagem terá a sua cara, e as memórias de Dublin serão ainda melhores.

O'Connell Street e a Spire em Dublin
Spire na O’Connell Street, em Dublin. Foot: iStock, Getty Images

Dia 1

O clima é temperamental. Os dias costumam ser cinzentos e com pancadas de chuva ao longo do dia. O sol dá mais as caras no verão, entre maio e agosto. Portanto, se ver que o céu está limpo, faça os passeios ao ar livre primeiro.

Levante cedinho e vá até o coração de Dublin, na O’Connell Street. Lá existe um monumento chamado The Spire. É um mastro de 120 metros de altura, que mais parece uma agulha gigante. Aproveite que de manhã tem menos gente e tire fotos.

Alguns metros adiante, dê uma parada para tirar mais fotos na O’Connell Bridge. Essa ponte fica sobre o Rio Liffey. Ele corta a cidade e determina o Código Postal também. De um lado, ficam os bairros pares, e de outro, os ímpares. Isso ajuda o turista a se localizar facilmente.

O'Connell Street, em Dublin. Foto: iStock, Getty Images
O’Connell Bridge, em Dublin. Foto: iStock, Getty Images

À sua frente, encontra-se  a Trinity College. A universidade conta com uma biblioteca fabulosa. É lá que está o Livro Kells, obra do século VIII, feito com couro de bezerro e escrita colorida com pedras semipreciosas. A Old Library fica aberta de segunda a domingo, mas é preciso ficar atento aos horários, que se modificam dependendo a época do ano. No verão, os turistas lotam a cidade e é bem possível que haja fila para entrar na biblioteca.

Trinity College de Dublin
Trinity College é uma joia cultural de Dublin. Foto: iStock, Getty Images

Saindo da Trinity College, siga para a Grafton Street.  Para quem gosta de compras, a Grafton é o local indicado. Mais ainda se você estiver em Dublin nas duas primeiras semanas de janeiro ou nas primeiras semanas de julho e agosto, quando acontecem as liquidações. Elas realmente valem a pena! Se a fome bater e você quiser dar uma parada para comer, opções não irão faltar.

À tarde, faça um tour pelos parques. No final da Grafton Street, está o St Stephen’s Green . Adentre os portões e desfrute dos belos jardins e da calmaria. Fique de olho: os esquilos sempre dão o ar da graça por lá. No parque, também está o busto em homenagem ao famoso escritor irlandês James Joyce.

Seguindo mais alguns quarteirões, entre na Merrion Square. Lá outro nobre escritor irlandês foi imortalizado, Oscar Wilde. Bem em frente a sua estátua, situa-se a casa em que ele morou.

Oscar Wilde na Merrion Square
Estátua do escritor Oscar Wilde, em Merrion Square. Foto: Alex Lozupone, CC BY-SA 4.0

Saindo do parque, siga para a Galeria Nacional, que fica numa das ruas que circundam o Merrion. Impressionantes coleções de pinturas de artistas irlandeses, italianos, ingleses, holandeses e franceses estão expostas.

Depois de tanta caminhada, o bom é conhecer o Temple Bar. À noite, essa região boêmia da cidade fica cheia de gente que vai em busca dos Pubs e Restaurantes. A atração principal por lá é a cerveja e a música Irish. Mas não se espante se, sem cerimônia, pararem a música e acenderem as luzes. Isso é sinal que o Pub irá fechar. De segunda a quarta, geralmente encerram tudo às 23h30, na quinta às 24h e nos demais dias entre 2 e 2h30. Isso é bom porque assim, você dorme cedo para o segundo dia de passeios.

Dia 2 em Dublin

Dê uma conferida no tempo. Se estiver bom, prepare-se para conhecer o Phoenix Park. São 707 hectares de terra, o que faz dele o maior parque urbano da Europa. Desse passeio, sairão belas fotografias. Dentro do Phoenix, há um Zoo. Dizem que o leão dos anúncios da MGM seria de lá.

Na sequência, vale a pena almoçar fazendo um piquenique e depois dar uma caminhada pelos belíssimos jardins e conhecer a casa do presidente do país, que fica dentro do parque.

À tarde, reserve para conhecer um símbolo da Irlanda, a Guinness Storehouse, a Fábrica da Guinness Ela fica bem próximo do Phoenix Park, do outro lado do Rio.  Mas, no caminho, não deixe de entrar na Heuston Station. Trata-se de uma elegante estação de trem, construída em 1844 e tombada no século 19.

Na Guinness, são quatro andares de degustações, maquinário, barris de chope, cartazes, desenhos e outros objetos que contam em detalhes como a bebida é feita e como o nome de Arthur Guinness foi imortalizado por essa cerveja. No último andar, está o Gravity Bar. Lá Dublin pode ser vista de cima, em 360 graus, enquanto o visitante degusta a pint mais deliciosa de sua vida.

Fábrica da Guinness
Barris de cerveja na fábrica da Guinness em Dublin. Foto: iStock, Getty Images

A visita está acabando, mas ainda dá tempo de passar na Henry Street. Para chegar até lá, pegue o LUAS, bonde bem simpático que circula pela cidade. Centro popular de compras, a Henry Street é um calçadão que concentra lojas de souvenirs bem mais baratos do que na Grafton Street. Para encerrar a sua estada, vá até a The Church, antiga igreja que foi transformada em restaurante.

Texto: Alessandra Stieler, especial para o Mapa do Mundo

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