7 dicas essenciais para fazer mochilão pela Europa

Qual é o seu sonho? Se todos os dias você deita na cama e suspira ao pensar em desbravar o velho continente, é hora de planejar direito aquele mochilão pela Europa que nunca saiu do papel. Eis a verdade: conhecer outros países é possível, mesmo com um investimento baixo.

Para explorar a Europa de mochila, sem muita frescura e com pouco dinheiro, a dica primordial é: planejar com antecedência. Afinal, sem traçar um roteiro claro e avaliar os gastos com alimentação, hospedagem e transporte, até o mais desapegado dos viajantes pode entrar em furadas e extrapolar o orçamento.

Não tem a mínima ideia sobre como iniciar um bom planejamento para o mochilão na Europa? Então se prepare: a sua viagem começa AGORA.

7 dicas para organizar o mochilão pela Europa

Fazer um mochilão vai além de trocar uma mala gigante de rodas por uma mochila nas costas. Cada pessoa gosta de viajar de uma forma: uns não abrem mão do luxo e do conforto, outros se contentam com menos comodidade. De qualquer modo, estar bem preparado é essencial.

Mochilão pela Europa
Já pensou em fazer um mochilão pela Europa com o seu amor? Foto: iStock, Getty Images

Veja os sete tópicos mais importantes ao organizar um mochilão:

1. Faça um orçamento inicial

Quanto você pode e está disposto a gastar no seu mochilão pela Europa? É preciso ter pelo menos uma ideia, já que isso é decisivo para começar a estruturar a viagem e definir quantos e quais países você irá visitar.

Seleção de países

Para começar o seu orçamento, você precisa ter em mente um ponto de partida e os principais pontos de sua viagem. O número exato de países e cidades vai depender do seu interesse, do seu tempo e da sua condição financeira, claro. Nessa hora, vale lembrar que há destinos mais caros, como Londres (que usa a temida libra esterlina) e Paris (que cobra muitos euros por cada baguete), e destinos mais acessíveis, como Polônia e Hungria, no leste europeu.

Custos locais

Descubra a moeda local no canto da Europa que você pretende conhecer (normalmente o euro, mas nem sempre) e verifique se o custo de vida por lá é alto. Um site que ajuda nessa tarefa é o Expatistan, que reúne preços atualizados de itens do dia a dia de cidades em todo o mundo. Sites de reserva de hospedagem também ajudam a ter uma noção dos valores praticados na cidade.

Preços das passagens

Outra dica é fazer uma simulação do preço das passagens para chegar ao continente com companhias aéreas internacionais, através de sites como o Skyscanner. Lembre-se de que muitos comparadores de passagens brasileiros prometem preços baixos e escondem taxas com as quais você só se depara na hora de pagar. O melhor a fazer é usar mais de um comparador (além do Skyscanner, você pode experimentar o Expedia e o Google Flights) e depois ainda verificar o preço da mesma passagem no site da própria companhia aérea.

2. Estruture o roteiro

Pode parecer óbvio, mas ao estruturar uma Eurotrip é importante olhar bem para o mapa da Europa e montar o roteiro. Para isso, você deve levar em conta os seguintes fatores: proximidade dos destinos, transporte de baixo custo entre um e outro, moeda local (o câmbio pode custar caro) e, claro, os seus principais interesses. Para isso, é importante pesquisar sobre a cultura dos locais que você quer visitar, a história, o modo de vida e pontos turísticos.

Espaço Schengen

Esse termo se refere a uma convenção de 26 países europeus que compartilha de uma política única de fronteiras e circulação de pessoas. É importante entender o que essa convenção significa, porque é muito provável que você passe pelo Espaço Schengen em seu mochilão pela Europa.

Brasileiros têm permissão para viajar por 3 meses dentro do território de Schengen sem a necessidade de um visto prévio. Na prática, o que acontece é que você vai passar pela imigração ao desembarcar no primeiro país que participar dessa convenção e a partir daí não deverá ter problemas dentro desse período de tempo. Convém lembrar que, independentemente de já ter passado ou não pela imigração em algum dos países signatários, você pode ter que cumprir o protocolo mais vezes e mostrar seus papéis e documentos.

Alguns dos principais destinos dos mochileiros brasileiros pela Europa fazem parte do acordo:

  • Bélgica
  • República Checa
  • França
  • Alemanha
  • Grécia
  • Hungria
  • Itália
  • Holanda
  • Polônia
  • Portugal
  • Espanha.

Confira: lista completa.

É importante observar que o Reino Unido, um dos destinos mais visados pelos brasileiros na Europa, não faz parte do Espaço Schengen. Mesmo assim, turistas não precisam de visto para entrar.

3. Verifique a documentação

Este ponto pode até parecer chatinho, mas é bem importante. A maioria dos países da Europa não exige visto, a exemplo da Alemanha, Portugal, Itália, Espanha, Holanda (e todos os outros que fazem parte do Espaço Schengen). Mas é possível que os agentes da imigração, de acordo com a lei, solicitem que você comprove ter dinheiro para todo o período do mochilão e possuir o seguro viagem. O passaporte, é claro, também precisa estar em dia. Certifique-se de que o seu tem validade, pelo menos, pelos próximos seis meses a partir do embarque, para garantir.

Na prática, para perambular à vontade pela Europa, considere o seguinte:

  • Faça uma pastinha especial para a imigração, com toda a documentação que pode ser solicitada
  • Limite-se à permanência máxima estipulada por cada país (e pelo espaço Schengen)
  • Carregue dinheiro, cartões e comprovantes para mostrar que você pode se bancar no período de viagem
  • Tenha o passaporte com no mínimo 6 meses de validade antes do embarque inicial
  • Faça um seguro de viagem com cobertura mínima de 30 mil euros e validade para o Espaço Schengen
  • Mantenha os comprovantes de hospedagem e passagens organizados em sua pastinha
  • Pesquise especificamente por cada um dos países pelos quais você vai passar para garantir que não haja requisitos extraordinários para a entrada
  • Entenda o que é o Espaço Schengen.

4. Planeje a hospedagem

Para os “mochileiros” de plantão, a alternativa mais comum de hospedagem é o hostel. Nos albergues da Europa, você pode conhecer pessoas do mundo inteiro. Os preços variam bastante, mas geralmente ficam na faixa de 25 a 40 euros. Há hostels que são tão confortáveis quanto hotéis.

Mas como escolher a melhor alternativa dentre tantas opções? A resposta, novamente, é: pesquisar. Em sites como o Booking e o Hostel World, você pode checar valores e disponibilidade de milhares de albergues espalhados pelo mundo, além de ver notas atribuídas aos locais por quem já esteve lá.

As possibilidades não param por aí: atualmente, você pode encontrar opções de hospedagem com moradores locais através de sites como o Airbnb e Couchsurfing.

5. Pense no transporte

Um ponto estratégico para economizar na Eurotrip é considerar os meios de transporte mais baratos entre as principais cidades ou países. Nem sempre o trem é a melhor alternativa, já que a passagem costuma sair mais cara. Atualmente, uma das possibilidades é viajar com companhias aéreas low cost, como Ryanair ou Easyjet.

Cuidado ao imaginar apenas o trem como meio de transporte na Europa. O trem é bonito, charmoso, rápido e possibilita vistas incríveis, mas normalmente não é o meio mais econômico. Passagens de ônibus e avião, compradas com antecedência, costumam ser mais baratas.

Mas é importante levar em conta que o ônibus é bem mais desconfortável e lento, e as companhias low cost costumam operar em aeroportos mais afastados dos centros turísticos. No fim das contas, tenha em consideração que tempo na Europa também é dinheiro.

6. Organize a bagagem

Não é preciso nem falar que, em um mochilão, é necessário deixar os luxos de lado. Quanto menos volume na mala, melhor: você não gasta dinheiro para despachar, nem fica com aquela dor nas costas horrível ao caminhar pela Europa. Leve apenas as peças fundamentais de acordo com a estação do ano. 

7. Cheque os itens essenciais

Ao arrumar as malas, é importante checar duas vezes se você não esqueceu nada importante. Além da documentação, claro, lembre-se da máquina fotográfica, das pilhas e baterias, lanternas ou do seu kit de emergência – papel higiênico, curativos e eventuais remédios para enjoo ou dor de cabeça, por exemplo, podem ser bem úteis.

3 erros comuns no mochilão pela Europa

Agora que você já está por dentro das dicas para obter sucesso no seu mochilão, vale também conhecer os erros mais comuns por quem deseja se aventurar pela Europa de forma econômica. Se você souber driblar esses probleminhas, a viagem certamente irá fluir melhor.

1. Montar um roteiro muito apertado

A Europa é gigante e, ao viajar, você certamente vai querer aproveitar ao máximo para conhecer os países. Mas não transforme seu roteiro em uma corrida. Ao ir para vários locais e permanecer muito pouco tempo neles, você mal vai conseguir absorver a cultura. Aí vem aquela sensação de ter visto muito, mas não ter vivenciado nada.

Resumindo: desfrute bem da estadia em cada local e não tenha pressa demais.

2. Desconfiar de tudo

Nós, brasileiros, somos acostumados a desconfiar de tudo e todos. É uma questão cultural, já que temos uma preocupação enorme com segurança.

Lógico que, na Europa, também é bom não dar bobeira e estar atento. Mas não se policie demais, a ponto de não trocar uma ideia ou dividir uma cerveja com os locais. Você pode estar abrindo mão de momentos inesquecíveis. Lembre-se: o mochilão pela Europa vai ser ainda melhor se você compartilhar ideias, conversas e momentos com pessoas de outras culturas. 

3. Subestimar a mochila

Em um mochilão, por motivos óbvios, sua maior companheira será a mochila. Anote aí: nunca subestimar a mochila. Em primeiro lugar, compre um modelo que seja resistente e fácil de utilizar. Também não se esqueça de que tudo o que você adquirir na viagem, precisa caber nela. E é você quem vai carregar o peso.

Em termos gerais, lembre-se: mochilão não é uma viagem de compras. Vale adquirir um souvenir ou outro – as tentações são grandes na Europa – mas procure não sobrecarregar a mochila.

E aí, o que achou das dicas para o seu mochilão pela Europa? Fique à vontade para opinar sobre este artigo nos comentários.

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