Trem na Europa: 4 dicas e orientações para sua viagem

Andar de trem na Europa é uma alternativa prática, rápida e muito charmosa de explorar o continente. A extensa marra ferroviária europeia permite que você transite com tranquilidade entre os países do Espaço Shengen. Mas nem sempre esse meio de transporte é o mais barato ou ideal. A seguir, você vai entender por quê.

Com a ampla oferta de outros meios de transporte – voos com companhias low cost e ônibus -, o trem nem sempre é a alternativa mais vantajosa. É preciso avaliar os prós e contras diante de alguns quesitos: a distância a ser percorrida, a disponibilidade das companhias e a necessidade de eventuais paradas no percurso.

Mas, então, como saber quando o trem na Europa é a melhor forma de locomoção para a sua viagem? É o que você vai descobrir a seguir.

Trem na Europa
Trem é um dos meios de transporte mais charmosos da Europa. Foto: iStock, Getty Images

Trem na Europa: veja quando vale a pena com 4 dicas

Esqueça aquela velha ideia de que é possível comprar um passe barato de um mês e fazer um mochilão de trem pela Europa sem gastar muito. Infelizmente, não é mais como na época do mochilão dos seus pais.

Não que seja inviável usufruir deste meio de transporte, mas como já mencionamos, tudo depende de uma série de variáveis. No site Viaje na Viagem, o expert Ricardo Freire compartilha algumas dicas para o turista de primeira viagem entender quando, de fato, o trem vale a pena.

Veja, a seguir, quatro delas:

1. Verifique a distância

Este é o primeiro quesito na hora de escolher o seu transporte. Mesmo com trens de alta velocidade à disposição, para percorrer distâncias longas o avião é muito mais eficaz, menos desgastante, mais rápido e menos custoso. Para cada voo, é preciso adicionar cerca de três horas a mais para percorrer a mesma distância de trem.

E acredite: ficar oito horas nos trilhos não é nada romântico. Sem falar que você, neste caso, vai perder mais tempo se transportando do que efetivamente explorando a Europa. Nos trens de alta velocidade, mal é possível contemplar a vista pela janela – é tudo um borrão. Não vale a pena.

2. Observe o itinerário

Para ter uma noção da distância a ser percorrida, é preciso traçar um roteiro e avaliar as possibilidades do seu itinerário. Isso vai impactar não só no transporte, mas em toda a sua viagem. A primeira dica é acessar o site da Deutsche Bahn – companhia de trem da Alemanha – que contém o banco de dados mais confiável sobre as ferrovias europeias.

Através dele, você pode fazer simulações para ter uma ideia de quanto tempo irá levar para ir de um local para outro – e assim verificar se vale a pena. Importante considerar, também, se há necessidade de paradas entre um destino e outro. Tudo isso faz a maior diferença no seu roteiro.

Dependendo do país em que estiver, também pode consultar as opções de trem disponíveis direto nos sites das principais companhias:  

Trens na Inglaterra

National RailTheTrainLine e Eurostar

Trens na Itália

Trenitalia e Italo

Trens na Suíça

SBB

Trens na Espanha

Renfe

Trens na Áustria

ÖBB

Trens na Hungria

MÁV

Trens na Holanda

NS Hispeed

Trens na Bélgica

Belgian Rail e Thalys

Trens em Portugal

CP 

Trens na República Checa

CD

Trens na França

SNCF 

3. Compare preços

Dependendo o local de chegada e partida, a diferença entre andar de ônibus ou trem é bastante gritante. Por exemplo: de acordo com o Rail Europe, uma passagem de trem entre Budapeste e Viena custa – em média – 47 euros. O preço do bilhete para o mesmo trajeto de ônibus, segundo o Flixbus, custa apenas 19 euros. 

Faça simulações nos sites e calcule o que é mais adequado dentro do seu orçamento.  

4. Veja onde ficam as estações

Às vezes, pode ser mais ou menos vantajoso optar por um determinado meio de transporte de acordo com a localização da estação. No caso dos trens, a maioria fica no centro das cidades: o que é uma mão na roda, já que você geralmente não precisa pegar um táxi para chegar ao hotel.

No caso dos ônibus ou aeroportos, nem sempre é assim. Às vezes, pode ser melhor pegar um trem do que pagar mais barato na passagem de uma companhia low cost e depois ter que desembolsar a diferença em transporte até o hotel. Por isso, cada situação precisa ser avaliada criteriosamente.

Orientações para andar de trem na Europa

Agora que você já sabe quando vale a pena usufruir da malha ferroviária europeia, vale ter atenção a mais algumas orientações para quando for usar esse transporte:

  • Reserve o assento: na maioria dos trens europeus, só consegue andar que já tem a passagem garantida com antecedência
  • Se você for de um país inserido no Espaço Shengen a outro que não está – ou seja, que exige passagem pela imigração – chegue à estação com 45 minutos de antecedência. Se não houver imigração, esteja na plataforma cinco ou 10 minutos antes da partida
  • Passes multipaíses não valem a pena – são caríssimos. Pesquise com antecedência e compre as passagens ponto a ponto. Você vai economizar bastante
  • Nos trens, não é necessário despachar malas. As bagagens maiores devem ser postas nas prateleiras da entrada dos vagões e as menores no compartimento acima do seu assento.

E aí, gostou das dicas para andar de trem na Europa? Já andou ou pretende usufruir desse meio de transporte? Comente!

2 COMENTÁRIOS

  1. Oi, gostaria de saber se é seguro viajar de trem no periodo noturno entre Londres e Paris. As estações de trens são seguras? Há táxis ou transportes nessas estações?

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