Mapa da Itália e os principais pontos para seu roteiro

O Mapa da Itália é um dos mais fascinantes para o turismo na Europa. Ele contém inúmeros destinos com arquitetura belíssima, história fascinante e paisagens de tirar o fôlego.

Então, o que você sabe sobre a Itália? Quais são os seus lugares favoritos? No texto a seguir, contamos a história do país e sugerimos pontos do mapa da Itália para montar o seu roteiro turístico.

Mapa da Itália na história

Mapa da Itália
Mapa da Itália em 2018

O mapa da Itália foi definido pela primeira vez no terceiro século antes de Cristo, dominado pelo Império Romano. Com a queda do império, no século 5, o país foi disputado por outros reinos.

Povos como os lombardos, ostrogodos, germânicos, bizantinos e normandos disputaram o mapa da Itália após a queda do Império Romano, tendência que se estendeu até a criação das cidades-estado.

Essas dominações estrangeiras tiveram seu fim ao longo do século 10, quando as cidades-estado conferiram maior poder regional aos italianos e à Igreja Católica, concentrada no Vaticano.

Foi em 1861 que ocorreu a unificação italiana, no reinado de Vítor Emanuel II, com forte influência do Conde de Cavour e do general Giuseppe Garibaldi.

Depois disso, a configuração do mapa italiano não sofreu grandes alterações. Atualmente, a Itália dispõe de mais de 300 mil km² de extensão, incluindo as ilhas da Sicília, Elba e Sardenha.

A maior parte do mapa da Itália (exceto as cidades ao extremo norte) é banhada por mares como o Jônico, Adriático e Tirreno.

A Itália faz fronteiras com França, Áustria, Suíça, Eslovênia, San Marino e Vaticano.

Mapa da Itália no turismo

Mochilão pela Europa - Roma, Vaticano

Existem paisagens maravilhosas espalhadas pelo mapa da Itália. Há lugares incríveis para se conhecer, como os Alpes, as montanhas da Sicília e a Riviera na Ligúria.

A Itália atende a todos os gostos. Seja o de turistas urbanos, rurais ou dos fãs de arte. Nenhum outro lugar tem tanto apelo arquitetônico quanto a Itália, coração do movimento renascentista.

Com algum tempo de sobra, é possível conhecer várias dessas regiões. Aqui vão algumas das mais marcantes:

Nápoles

A vista do vulcão Vesúvio e do Mar Tirreno faz qualquer turista se apaixonar quando passa por Nápoles.

Orgulho do sul italiano, é a cidade onde a pizza foi inventada. A especialidade culinária norteia os costumes do povo napolitano, que se orgulha muito de sua gastronomia.

O centro de Nápoles foi tombado pela UNESCO como patrimônio histórico. A preservação de antigas construções, prédios e castelos dá um caráter de viagem no tempo ao local.

Veneza

Cercada pelo Mar Adriático, Veneza é um dos locais mais românticos da Itália. Muito procurada por casais, tem uma longa tradição de navegação por barcos.

A arquitetura também chama a atenção em Veneza, assim como a arte e a música, traços culturais de um povo muito hospitaleiro.

Navegar pela cidade nas gôndolas é um convite para se apaixonar ainda mais. Se você tem vontade de incluir Veneza no roteiro pela Itália, é melhor se apressar, já que as águas estão tomando conta.

Roma

Coração da Itália, palco de grandes batalhas desde o Império Romano, Roma é conhecida como a “cidade eterna” e tem o Coliseu como seu cartão postal.

Mas Roma não é só o Coliseu. A capital da Itália, às margens do Rio Tibre, revela um encanto a cada esquina.

É sério: você está passeando por uma ruela despretensiosa quando se descortina à sua frente o Panteão. Logo ali adiante, a Fontana Di Trevi.

As Piazzas, as esculturas, as estátuas, as pedras por todos os lados… Roma é inigualável.

E quando você acha que já viu tudo, experimente entrar no Vaticano, com a Basílica de São Pedro, a Piazza de San Pietro e a Capela Sistina.

Milão

Voltada para o aspecto urbano e moderno de sua arquitetura, Milão é a cidade mais luxuosa da Itália, onde grande parte da movimentação econômica acontece.

Milão, como metrópole, dita tendências, é referência em indústrias e no mundo da moda. A vida noturna também é muito atraente na cidade, especialmente entre as personalidades que lá residem.

Sicília

Praias, montanhas, ruínas, muitas áreas verdes: a Sicília é uma ilha de enorme beleza natural e tem sido cada vez mais procurada por turistas.

A paisagem modesta em contraste com os mares do Mediterrâneo, Jônico e Tirreno proporciona uma experiência única em tranquilidade e admiração.

Com o Monte Etna no horizonte, a Sicília é talvez a mais representativa em termos visuais no território italiano. A ilha fica na região sul da península, quase no bico da bota no mapa.

Sardenha

A outra grande ilha da Itália é a Sardenha. O paraíso do Mediterrâneo conta com a belíssima vista para o mar como atrativo no verão.

Assim como na Sicília, a Sardenha oferece um enorme número de praias estonteantes e é um destino obrigatório em épocas mais quentes do ano.

As formações rochosas e áreas verdes, muito populares em fotografias de turistas, compõem uma paisagem de sonho.

Toscana

A Toscana é um grande papel de parede do Windows. Se você não sabe do que estamos falando, experimente alugar um carro em Florença na primavera e seguir pelas estradas da Toscana parando em suas cidades muradas até chegar a Roma.

Para isso, é bom comprar um chip de dados em alguma operadora de celular e ter o mapa da Itália baixado no seu smartphone. Vai ser muito útil para os momentos em que você não tiver sinal 3G.

Pela janela, você verá os girassóis amarelos, a planície verde, os parreirais de uvas e, nas colinas, castelos e cidades muradas da Idade Média.

Destacada no ramo da gastronomia, a região da Toscana tem três cidades clássicas e de enorme tradição no país: Florença, Siena e Pisa.

Igrejas e outras construções clássicas formam, em conjunto com as ruas dos centros, uma visão de como era a Idade Medieval. Como poucos lugares no mundo, a região da Toscana sabe preservar seu passado.

Não deixe de conhecer: o pôr do sol de Pienza, o vinho de Montalcino, o charme medieval de Montepulciano, o sorvete e a praça central de San Gimignano.

Além do mapa da Itália: as melhores dicas

Antes de fechar o seu roteiro e definir o que verá do mapa da Itália, anote estas dicas curtas para não passar aperto. 

Os voos diretos do Brasil geralmente desembarcam Roma ou Milão. Vale a pena considerar a possibilidade de chegar por uma cidade e voltar por outra, da Itália ou de outros países que você visitar.

Regiões e custos

Normalmente, as cidades do sul não são tão caras quanto as do norte, questão de infraestrutura e de importância dentro do contexto econômico italiano.

Por este motivo, é esperado que você gaste bem mais em Milão do que em Nápoles. A Toscana, embora seja muito famosa e popular, tem um preço bem em conta na comparação com outras cidades europeias.

A capital, Roma, por exemplo, é muito mais barata do que Paris, Amsterdam e Londres.

E para quem está acostumado aos altos preços do turismo no Brasil (hotéis no Nordeste ou em Gramado são caríssimos, por exemplo), a Itália não será tão pesada para o seu bolso.

O único problema é que o euro está muito caro. Por isso, vale a pena usar tanto quanto possível dinheiro em espécie (para evitar os 6,38% do IOF) e comprar a moeda de forma parcelada, para fazer um preço médio de compra e não correr o risco de pegar o momento mais caro.

Hospedagem na Itália

Ao comparar preços de hospedagem, é bom tomar bastante tempo e fazer absolutamente todas as projeções necessárias para ter a melhor experiência possível. Alguns dos principais aspectos a levar em conta:

  • Proximidade das principais atrações (tempo é dinheiro. Em Roma, por exemplo, uma boa localização de hotel permite que você faça tudo a pé)
  • Wifi grátis no quarto (muitos hotéis não oferecem wifi no quarto ou cobram taxa pelo uso)
  • Café da manhã incluso (muitos cobram uma taxa separada)
  • Elevador (alguns hotéis dispõem apenas de escadas, e as malas podem ser um empecilho para a subida).

Na pesquisa, vale ir atrás dos principais sites de hospedagem, como Booking, Trivago, entre outras. Uma opção ainda é tentar opções de hostels (para casais, há acomodações privativas na maioria). Para grupos, o Airbnb vai oferecer soluções melhores e mais baratas.

Transporte

O transporte interno pode ser uma das partes mais estressantes da viagem. Por isso, quanto maior planejamento, melhor. Sem esquecer, claro, de comprar um chip de dados de smartphone na primeira estação rodoviária que aparecer (no aeroporto, é muito caro).

Ônibus e trens

O transporte dentro da Itália depende muito da cidade onde você está e dos trajetos que fará entre as localidades. Em Roma, por exemplo, você pode pegar um hotel perto da parte histórica da cidade e fazer tudo a pé, com exceção, talvez do Vaticano, para o qual você pode pegar um metrô e parar ali do lado.

Se você está acostumado a usar transporte público em grandes cidades da Europa, como Londres, Berlim e Paris, talvez perceba que os ônibus e trens italianos sofrem um pouquinho daquela desorganização latina. Nada que um brasileiro não consiga resolver.

Nas estações de trem, por exemplo, o portão de embarque é anunciado com minutos (normalmente, poucos) de antecedência.

Nas sinalizações de ônibus, nada é tão claro como deveria.

Para driblar essas dificuldades, vale baixar um aplicativo chamado Citymapper, que ajuda no transporte público das principais cidades da Europa, informando exatamente o que você deve fazer para sair de onde está e chegar aonde quer.

Aluguel de carro

Alugar um carro é uma excelente ideia para desbravar a costa italiana, para subir até a Toscana e para ficar de queixo caído por grande parte da viagem.

Para a Toscana, especificamente, é interessante também considerar a opção de fazer um trecho da viagem de trem, que leva 1h30, e depois retornar de carro parando nas pequenas cidades muradas.

Ao alugar um carro na Itália, tome muito cuidado: a melhor dica que posso dar é alugar diretamente com a empresa (Avis, Hertz, etc) e NUNCA com uma agência de aluguéis de carros (Rental Cars, por exemplo, é um desastre absoluto). Além disso, faça o seguro completo do veículo para todo mundo que for dirigir.

O trânsito na Itália é caótico em muitas cidades, e os italianos não valorizam a integridade física dos carros. Mesmo que você faça um esforço, não há garantia de que o carro voltará intacto, especialmente se o roteiro incluir passeios no centro de Roma.

Na prática, use carro dentro de Roma o mínimo possível (você entenderá ao chegar).

Antes de alugar um carro, considere outras opções, como trem e avião. O carro só vale a pena pela beleza da jornada, e nunca pela praticidade, rapidez e custo.

Táxi

Não se usa Uber em Roma, e os taxistas que você encontrar rondando pela cidade podem ser malandros e tentar jogar o preço para o alto.

A melhor dica aqui é usar um aplicativo como o MyTaxi, que funciona bem na Itália e em outras cidades da Europa. O preço sempre fica menor do que se você entrar direto em um carro passando por ali, mas a estimativa apresentada no celular é sempre um pouco menor do que na hora de pagar.

Ah, e saindo do aeroporto, por favor, não pegue um táxi local ou, pelo menos, use o aplicativo. Você pode perder MUITAS dezenas de euros se topar a oferta do primeiro taxista que aparecer.

Avião

Peguei aí o mapa da Itália e veja os países que estão pertinho. São muitos, e podem ficar a poucas horas de distância se você tomar um avião.

Por isso, para viagens entre países da Europa, verifique sempre todas as opções de transporte, inclusive o avião, mesmo que pareça fazer mais sentido o trem.

Para pesquisar passagens de avião, use o Google Flights, Sky Scanner., Easy Jet e RyanAir.

Antes de comprar, tome cuidado: a mala despachada pode custar caro.

Gostou das dicas? Como foi sua experiência na Itália? Deixe um comentário.

1 COMENTÁRIO

  1. MAPA DA ITÁLIA: seu texto foi muito bem abordado e completo.
    Bem explicado e principalmente me chamou a atenção a sua passagem pela história da Itália e a Formação do que hoje é chamado MAPA DA ITÁLIA.

    Senti falta de falar sobre a nossa linda Costa Amalfitana. Mas me sinto satisfeito com a lembrança da Linda Sardenha, a Inesquecível Napoles e logico, a Eterna Roma. As outras eu preciso ainda conhecer mais a fundo.

    Outro ponto que concordo totalmente é na questão dos preços: O sul, tende a ser mais em conta que o norte.
    Bem, mas isso é outra história né? 🙂

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