Certificado internacional de vacinação: como fazer e quando é necessário

Os viajantes atentos sabem que, para entrar em determinados países, há exigências bem específicas. Um exemplo é o Certificado Internacional de Vacinação, documento obrigatório em locais onde há risco de proliferação de doenças. Neste artigo, você poderá esclarecer todas as suas dúvidas sobre ele.

Conhecido como CIVP, o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia tem um objetivo simples: comprovar às autoridades que você está devidamente vacinado contra determinadas enfermidades. Isso para garantir sua própria saúde, além de evitar uma possível disseminação de doenças entre países.

Mas como emitir o certificado? Em quais países ele é exigido e contra quais doenças? É isso que você vai descobrir a seguir.

Certificado internacional de vacinação
Exigências de vacinas devem ser pesquisadas com cuidado. Foto: iStock, Getty Images

Preciso solicitar o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia?

Para descobrir a resposta para esta pergunta, a dica é consultar a lista atualizada da Organização Mundial da Saúde (OMS), que contém o nome de todos os países onde há risco de transmissão de doenças para o turista. Consequentemente, neles a apresentação do certificado de vacinação é obrigatória.

É bem interessante verificar o documento da OMS, já que nele constam também informações específicas sobre as zonas de proliferação das doenças – especialmente malária e febre amarela – nos países integrantes da lista. Ao observar essas informações, portanto, é possível compreender quais são as áreas mais endêmicas.

Também é possível obter informações sobre as vacinas exigidas em cada país por meio do Disque Saúde (0800-61-1997), ou junto ao consulado do local para onde você deseja viajar.

Ao identificar a necessidade de apresentar o CIVP no seu país de destino, o próximo passo é fazer a vacina exigida. Ela precisa ser tomada, no mínimo, 10 dias antes da viagem.

A distribuição da vacina contra febre amarela – uma das mais solicitadas para entrar em países do exterior – pode ser feita gratuitamente em postos de saúde de redes municipais e estatais. Também é possível se vacinar por meio do serviço privado, desde que o provedor esteja credenciado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O próximo passo, depois de tomar a dose, é solicitar gratuitamente a emissão do Certificado Internacional de Vacinação.

Como emitir o Certificado Internacional de Vacinação

Para obter seu certificado de vacinação, você terá que comparecer ao Centro de Orientação para a Saúde do Viajante da ANVISA mais próximo de onde estiver. É possível consultar aqui a lista das unidades espalhadas pelo Brasil.  

Para agilizar o processo, você pode pré-cadastrar seus dados no site da Anvisa. Depois, é só ir até o local munido dos seguintes documentos:

  • Cartão Nacional de Vacinação, emitido pelas unidades de saúde públicas e privadas. Nele, devem constar as seguintes informações: dados pessoais (nome completo, data de nascimento e endereço), nome da vacina, data da administração, número do lote, laboratório produtor, unidade vacinadora, nome do vacinador e carimbo da Unidade de Saúde.
  • Documento de identidade oficial com foto (carteira de identidade, passaporte ou carteira de motorista válida).

Para formalizar a emissão do documento, você deverá assiná-lo na hora. Vale lembrar que alguns países exigem o certificado de vacinação para todos os viajantes, mas em outros ele é requerido apenas para passageiros que vão a locais onde o risco de transmissão da doença é maior.

Contraindicação

Em casos nos quais o viajante não pode tomar a vacina por contraindicação, também é preciso comparecer ao Centro de Orientação para a Saúde do Viajante da ANVISA para solicitar um Atestado ou Certificado de Isenção de Vacinação e Profilaxia. O documento deve ser preenchido e poderá ser validado no local.

E aí, conseguiu esclarecer todas as suas dúvidas sobre o Certificado Internacional de Vacinação? Já emitiu seu documento? Como foi o processo? Comente!

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