Como visitar o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia

A Europa é cheia de resquícios do Holocausto. Um dos maiores símbolos desse período capítulo triste da história é o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. Lá pelo menos um milhão judeus morreram nas mãos dos nazistas.

Hoje é possível visitar o local a turismo – ele é, inclusive, considerado um Patrimônio da Humanidade.

São dois campos preservados como museus: o campo de concentração Auschwitz I e o campo de extermínio Auschwitz II-Birkenau.

Conheça o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia

Auschwitz foi a denominação utilizada pelos nazistas para o conjunto de campos de concentração e de extermínio edificados por eles na Polônia durante a Segunda Guerra.

Os maiores eram os campos de Auschwitz I, Auschwitz-Birkenau e Auschwitz III-Monowitz.

Hoje ainda é possível visitar os dois primeiros. Eles localizam-se na cidade de Oswiecim, a cerca de uma hora da capital polonesa, a Cracóvia.

Nesses locais, pessoas perseguidas, como judeus, ciganos, adversários políticos, deficientes e homossexuais, eram encaminhadas para o trabalho escravo e a morte.

A primeira instalação a ser construída foi a de Auschwitz I, em 1940.

Esse campo de concentração funcionava como o centro administrativo do complexo e encarcerava, sobretudo, adversários políticos do regime alemão. No local, também eram feitos experimentos médicos nos prisioneiros.

É lá que se encontra o portão de entrada com a famosa frase “Arbeit macht frei”, que significa “o trabalho liberta”. Essa era uma forma de enganar os capturados sobre o seu destino no campo.

Campo de Concentração de Auschwitz
“O trabalho liberta” na entrada de Auschwitz. Foto: Mariana Blauth

Hoje Auschwitz I é um museu.

Durante a visita, os turistas conhecem uma primeira versão das câmaras de gás, onde foram feitos os testes iniciais com o gás sufocante Zyklon-B, diariamente utilizado durante o Holocausto para matar judeus.

Campo de concentração fica a uma hora da capital polonesa. Foto: Mariana Blauth

O memorial preserva uma coleção gigantesca de objetos roubados dos encarcerados, como botas, malas, sapatos e joias.

A imensidão de cabelos, raspados das cabeças de todos que chegavam ao campo, também fica no museu. Impossível não ficar abalado com o que se vê.

A 3,5 quilômetros de lá, foi construído Auschwitz II-Birkenau, em 1941. Esse era um campo de extermínio que apresentava condições de vida ainda mais devastadoras.

auschwitz ii-birkenau​
Campos tinham condições desumanas. Foto: Mariana Blauth

Os prisioneiros, incluindo crianças, mulheres e idosos, eram encaminhados para lá de trem.

Quando chegavam ao local, eram separados entre os que iriam trabalhar até morrerem em condições precárias de saúde e os que iriam direto para a câmara de gás.

Auschwitz II-Birkenau
A chegada ao terror de Auschwitz II-Birkenau. Foto: Mariana Blauth

Em Auschwitz II-Birkenau, havia câmaras de gás responsáveis por aniquilar os judeus. Hoje elas não existem mais, já que boa parte das instalações foi destruída pelos nazistas no fim da guerra para destruir provas de crimes ali cometidos.

No entanto, ainda é possível ver os fornos crematórios, onde eram queimados os corpos dos mortos.

Ao visitar esse campo de concentração, prepare o estômago: ver as condições desumanas às quais os prisioneiros eram submetidos, como a falta de banheiros e beliches claustrofóbicos de madeira, é chocante.

Auschwitz II-Birkenau
Prepare o estômago antes de visitar Auschwitz II-Birkenau. Foto: Mariana Blauth

O extermínio nos campos acabou em 27 de janeiro de 1945, quando as tropas russas libertaram os prisioneiros que ainda estavam vivos.

Como visitar o campo de concentração de Auschwitz

Para visitar os campos de Auschwitz, a maneira mais cômoda é contratar uma visita guiada. Em Cracóvia, há diversas empresas que oferecem o serviço. Encontrá-las é fácil, pois estão espalhadas pelo centro da cidade e, muitas vezes, há informações nos hotéis e hostels.

Os preços variam entre 100 e 200 zlotys poloneses, incluindo transporte e guias durante as visitas. A moeda de lá possui câmbio muito semelhante ao real.

No entanto, se você preferir, é possível agendar uma visita individual ou em grupo pelo site oficial dos museus. Devido à procura, o agendamento deve ser feito com pelo menos um mês de antecedência. O memorial fica aberto o ano todo.

A entrada nos campos é gratuita, mas é preciso pagar pelo guia e pelos serviços utilizados, como o sistema de fones de ouvido que transmitem as instruções e o documentário disponível.

Há opções de guias em várias línguas, como o inglês e o espanhol. O português, entretanto, não é contemplado.

Horários de visitação do campo de Auschwitz

  • Janeiro e novembro: das 7h30 às 15h
  • Fevereiro: das 7h30 às 16h
  • Março e outubro: das 7h às 17h
  • Abril, maio e setembro: das 7h30 às 18h
  • Junho, julho e agosto: das 7h30 às 19h
  • Dezembro: das 7h30 às 14h

Transporte

É possível pegar um trem de Cracóvia a Oswiecim. Os campos ficam a cerca de dois quilômetros da estação de trem, onde há pontos de ônibus que levam até Auschwitz.

Para ir de um campo a outro, há ônibus gratuitos do próprio museu que fazem o transporte. Também é possível ir de táxi e a pé.

O site do museu disponibiliza informações para os turistas, desde a história dos campos a orientações sobre a visita.

E se você já visitou Auschwitz, conte-nos sobre sua experiência nos comentários.

Texto e fotos: Mariana Blauth

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