Coronavírus e Gramado: entenda os impactos na saúde, turismo e economia

Mariana Blauth

Afinal, quais são os impactos do coronavírus em Gramado? 

Na lista de principais destinos turísticos do sul brasileiro, Gramado já demonstra os sintomas financeiros da pandemia, sobretudo na área do turismo, que é responsável por 86% do PIB.

Além das quedas na rede hoteleira, o município enfrenta restrições impostas pelo governo estadual a fim de reduzir a circulação do vírus. Com isso, as maiores atrações e estabelecimentos da cidade deixaram de receber visitantes devido à proibição de abrir as portas. 

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Há ainda a preocupação quanto à saúde de moradores e turistas, já que a cidade foi classificada como de alto risco no fim de julho. 

Para que você compreenda melhor o panorama em relação a coronavírus e Gramado, preparamos este guia com os principais números do destino. Siga com a leitura e confira.

Coronavírus e Gramado: panorama da saúde

Antes de compreender os impactos financeiros do coronavírus em Gramado (RS), é preciso mapear a situação do município em termos de saúde pública.

De acordo com o boletim divulgado pela prefeitura de Gramado em 29 de julho, a cidade já contabilizava 304 residentes confirmados com coronavírus: 249 curados, 48 ativos e 7 óbitos. 

Das 48 pessoas com o vírus ativo, 42 estavam em isolamento domiciliar e 6 no hospital  — também na data de divulgação do informe.

Na última semana de julho, a cidade de Gramado recebeu classificação de bandeira vermelha, que representa alto risco de contágio, de acordo com o modelo de distanciamento controlado feito pelo governo do Rio Grande do Sul.

O protocolo define bandeiras nas cores amarela, laranja, vermelha e preta, de acordo com o grau de risco de cada região. 

A classificação é feita com base em critérios de saúde e atividade econômica e prevê protocolos obrigatórios para diferentes setores conforme a cor da bandeira vigente, que tem status atualizado semanalmente.

Coronavírus e Gramado: impactos na economia e no turismo

Gramado está na lista de principais destinos turísticos da região sul do Brasil. Portanto, a economia está diretamente ligada a esse setor. 

Mas qual é a relação entre coronavírus e Gramado em números?

De acordo com dados do Gramadotur, o turismo representa 86% do PIB do município. O percentual equivale a mais de R$ 1,5 bilhão anualmente para a economia local. 

O abalo econômico na cidade devido ao coronavírus, portanto, é significativo. 

Entre os serviços mais afetados, estão os hotéis, responsáveis por movimentar a economia anualmente ao receber turistas de todos os cantos do país. 

Em julho de 2020, a ocupação da rede hoteleira não chegou perto dos números alcançados em anos anteriores.

É o que afirmou Mauro Salles, presidente do Sindicato da Hotelaria, Restaurantes, Bares, Parques, Museus e Similares da Região das Hortênsias (SindTur), em entrevista para o jornal Pioneiro. 

“A nossa ocupação média histórica é sempre acima de 70% nesta época e não vamos atingir 20%, talvez nem 15%”, disse.

Situação do turismo em Gramado na crise de coronavírus

Conforme vimos, a crise do coronavírus já demonstrou impactos negativos no turismo. Todo ano, a cidade recebe entre 6 milhões e 6,5 milhões de visitantes. 

A queda no turismo se tornou mais perceptível no mês de julho, que é considerado como alta temporada devido às baixas temperaturas na região. 

O cenário em 2020, portanto, é bem diferente em relação aos demais anos.

Com a bandeira vermelha, atividades essenciais ao turismo devem ser paralisadas. 

O comércio varejista não essencial, por exemplo, só tem permissão para atuar com um teto de operação reduzido a 25% dos trabalhadores e somente nos modelos de atendimento online, pegue e leve, tele-entrega e drive-thru. 

Já no setor de atrações culturais, que inclui parques temáticos, museus, teatros, cinemas e bares, os estabelecimentos devem fechar as portas durante a vigência da bandeira vermelha. 

Dessa forma, as principais atrações de Gramado (como o Parque Snowland, o Museu do Festival de Cinema e o Mundo a Vapor) seguem fechadas temporariamente.

No curto prazo, a preocupação no setor de turismo se intensifica quanto a período de outubro a janeiro, quando ocorre o Natal Luz. 

Trata-se da maior festa natalina do Brasil. Somente no período do evento, a cidade recebe cerca de 2,5 milhões de turistas, responsáveis por levar a taxa de ocupação dos hotéis a um patamar de 100%.

Para 2020, a perspectiva é de que ele não seja cancelado. 

O evento foi marcado para o período de 22 de outubro a 30 de janeiro de 2021. 

A decisão é uma tentativa de compensar a economia local devido ao peso exercido pelo evento. 

Apesar disso, as possibilidades de realização do Natal Luz ainda são estudadas pela organização do evento.

E então, compreendeu o panorama de coronavírus e Gramado? 

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2 COMENTÁRIOS

  1. Ola. Tenho uma viagem programada para Gramado final de agosto de 2020. Como vi, ainda tem restrições nos principais pontos turísticos da cidade. Gostaria de saber se até final de agosto, o Snowland, Teleférico, comércios em geral, estrão funcionando normalmente até dia 27/08/2020…. Grata.

    • Olá, Carol! Tudo bem? Infelizmente, é impossível saber com antecedência. Se for possível postergar um pouco sua viagem, talvez consiga se programar melhor e vir em um período menos conturbado. Abraços

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